Sina

Na noite que cai cedo

Serpentes andam no céu

O brilho que faz medo

As sombras do fogaréu

Na praia que não tem fim

O mais ledo dos enganos

A lua é testemunha

Os olhos dos oceanos.

.

É a areia que se estende

Na vazante da maré

O silêncio da mente

Na ilusão da fé

Botando a boca no mundo

O vento que alucina

A dor que vem lá do fundo

O grito que contamina.

.

Uma mão que vem e afaga

A lembrança de um semblante

A certeza de um ser errante.

.

Pra doença se busca a cura

Ao poeta só resta sonhar

Quando a sua sina é rimar.

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